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Sessão da Casa do Conhecimento de Ponte da Barca

Outras | 06 de Novembro de 2023


A opinião pública é o oxigénio que faz avançar as políticas ambientais capazes de colocar um travão e inverter o quadro preocupante da atual situação global.
Esta ideia foi defendida por Carlos Abreu Amorim, no decorrer de uma sessão subordinada ao tema “Perplexidades e desafios atuais da estratégia ambiental e climática europeia”, promovida pelo Centro de Excelência Jean Monnet em "Cidadania Digital e Sustentabilidade Tecnológica" (CitDig) da Universidade do Minho, em colaboração com a Rede de Casas do Conhecimento da UMinho e em que também participou a recentemente inaugurada Casa do Conhecimento de Ponte da Barca.
Na sua intervenção, o professor universitário sublinhou a importância de uma cidadania ambiental forte e interventiva, para se conseguir resultados palpáveis e, a título de exemplo, referiu o que se passou nos Estados Unidos da América do Norte, quando, em 2017, anunciaram a sua saída do Acordo de Paris (2015).
Esta decisão só foi possível porque neste país uma grande parte da população não se preocupa com as questões ambientais. Mas a medida teve ainda um outro impacto muito negativo, pois desencadeou a perceção, a nível global, de que a estratégia aprovada na histórica cimeira da capital francesa afinal já não teria resultados e de que tudo iria falhar. Para o especialista em questões do ambiente, quem está marcar a diferença é a União Europeia, que não se tem poupado a esforços para cumprir as metas estabelecidas em Paris, destacando-se o papel fundamental de liderança desempenhado pela Presidente da Comissão, Ursula von der Leyen.
A Europa tem uma estratégia, conhecimentos, competências, fundos, vontade política e, sobretudo, a sensibilidade e o apoio das pessoas, pelo que – segundo afirmou – estão reunidas as condições para vencer as correntes negacionistas e para atrair e mobilizar para este desígnio outras regiões/ países.
Em relação ao radicalismo ambiental, Carlos Abreu Amorim disse que é necessário ter muito cuidado, porque ações inadequadas acabam por se tornar contraproducentes, e, a propósito dos negacionistas, referiu que não podemos reconhecer o valor do conhecimento e da ciência em determinadas áreas, nomeadamente no domínio da saúde e da tecnologia, e depois desvalorizar o que nos diz em relação à situação ambiental e às medidas que é urgente tomar.