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Festival Folk Celta regressa a Ponte da Barca de 24 a 26 de julho
De 24 a 26 de julho de 2026, o Choupal, em Ponte da Barca, recebe novamente o Festival Folk Celta — dois dias de concertos que celebram a música tradicional e folk e as suas fusões contemporâneas, entre Portugal e a Galiza.
Na sexta-feira, o palco abre com os Gaiteiros de Bravães, coletivo local dedicado à recuperação da gaita de foles e dos Zés Pereiras, que reavivam uma tradição desaparecida durante meio século e preservam a identidade musical do Minho. Segue-se Daniel Pereira Cristo, músico e cantautor bracarense, virtuoso do cavaquinho e da viola braguesa, vencedor do Prémio Carlos Paredes com o álbum “Cavaquinho Cantado” e autor do recente “Malva Globo”, onde funde a raiz portuguesa com Fado, Blues, Jazz e sonoridades ibéricas e tropicais. A noite continua com Sés, cantautora galega e uma das vozes mais marcantes da música em galego, cujo percurso combina rock, blues e folk com um forte compromisso social e feminista. Encerra a sexta-feira Jorge Cruz, antigo líder dos Diabo na Cruz e autor de êxitos para os Amor Electro, entre outros, que depois de um período de afastamento por problemas de saúde regressou a solo com os álbuns “Transumante” e “Fio À Meada”, mergulhando no imaginário rural português.
O sábado começa com Luís Rocha, professor e gaiteiro de Arcos de Valdevez, que ganhou notoriedade nacional no concurso "Temos Artista" da RTP1 e é hoje uma referência na preservação da gaita de foles no Alto Minho. Seguem-se Os Raianos, projeto nascido à mesa de uma taberna entre músicos dos dois lados da raia galaico-minhota, que em palco cantam em galego e português e recriam, ao som da gaita de foles, bombo, concertina e cavaquinho, a energia das festas e dos encontros comunitários que atravessam a herança atlântica e celta do território. Depois sobe ao palco Bewis De La Rosa, artista espanhola pioneira do "Rap Rural", que funde o rap e o hip-hop com as raízes da Península Ibérica e aborda no seu álbum “Amor más que nunca” temas como a vida no campo e a memória histórica. A noite fecha em grande com a Quinta do Bill, uma das mais consagradas bandas de folk rock portuguesas, fundada em 1987 em Tomar, autora de hinos como "Filhos da Nação" e "Se Te Amo", e conhecida, ao longo de mais de três décadas de estrada, pela forte comunhão com o público.
Em torno da música, o espírito celta ganha ainda mais vida com a Feira Celta: cenografia dedicada, acampamento celta, animação histórica, propostas gastronómicas e venda de produtos artesanais completam a experiência, para toda a família.